• "Senhor, a quem iríamos nós?

    Tu tens as palavras da vida eterna. "

    Após um debate com os judeus que se escandalizavam com as palavras de Jesus sobre o "pão descido do céu", são os próprios discípulos que murmuram por causa destas palavras.

  • JESUS

    O SENHOR DAS BENÇÃOS SEM LIMITES

    A você irmão (a), que não tem compreendido a vontade de Deus na sua vida, que não tem compreendido a graça de Deus na sua vida, Ele vem te dizer que Ele derrama bênçãos sem limites sobre você.

  • O SENHOR E NOSSO

    REFUGIO SEGURO

    O Senhor quer nos falar de uma maneira nova, de uma maneira diferente, porque são muitos os motivos que nos levam a igreja, que nos leva aos grupos de oração, pois são muitas as lutas, as batalhas, os sentimentos, os desejos na nossa vida, e para todas essas coisas nós precisamos de força, de fé. "

  • CANTINHO DA INTERCESSÃO

    rezando com maria

    Escreva-nos o seu pedido, que juntamente com maria e os coros de anjos rezaremos por ti e sua familia.

  • Corpus Christi

    Christi

    Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

  • QUEM COMEÇOU A

    ESCREVER A BIBÍLIA

    O código Eloista (E), predomina o nome Elohim (=Deus). Foi redigido entre 850 e 750 a.C., no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista.

A perseguição dos cristãos pelo Império Romano

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Na aula passada, foi estudado o ambiente no qual surgiu o cristianismo: o Império Romano, bem como a cultura do helenismo, a chamada pax augustana, ou seja, o momento de paz e relativa tranquilidade na qual o cristianismo floresceu e que tornou possível a sua expansão. Esse mesmo Império foi o primeiro adversário sério que o cristianismo teve de enfrentar. Esta aula versará sobre a perseguição aos cristãos.
O cristianismo começou a ser perseguido pelos judeus. A chamada excomunhão dos cristãos deu-se porque os cristãos foram considerados traidores do judaísmo. Todavia, a perseguição ganhou relevância história somente quando passou a ser feita pelos imperadores romanos. Ela se encerrou no ano de 313 d.C, quando Constantino tornou-se o primeiro imperador romano assinou o Édito de Milão.
Durante os primeiros séculos alguns fatos tornaram-se notórios na persecução, o primeiro a ser citado foi a perseguição de Nero. Dono de uma moral absolutamente perversa, o imperador Nero não era amado pelo povo. No ano 64 d.C, houve um grande incêndio em Roma e alguns historiadores, dentre eles, Suetônio, afirmaram que o fogo fora ateado por Nero. Outros historiadores, especialmente Tácito, não corroboraram essa informação. De qualquer modo, Nero acusou os cristãos de terem perpetrado o incêndio, como bodes expiatórios, e passou a persegui-los sistematicamente, culminando com o martírio de Pedro e Paulo, em Roma, o que se comprova historicamente pelos relatos da época. Assim, pode-se afirmar com certeza que as Basílicas de São Pedro e de São Paulo, na Cidade Eterna, foram erguidas nos locais onde os grandes da Igreja foram sepultados.
Nero mandou construir um circo fora da cidade de Roma, do outro lado do rio, no sopé da Colina Vaticano. Tudo indica que foi nesse circo que se deu o martírio de São Pedro. No centro desse circo, Nero mandou colocar um obelisco, uma pedra monolítica de granito de cor rosada, trazida de Heliópolis, no Egito. Este mesmo obelisco encontra-se hoje no centro da Praça de São Pedro. Figurativamente, o obelisco foi testemunha do martírio de Pedro. E foi sepultado na via Aurélia, onde havia uma necrópole. Os cristãos mandaram fazer um ornamento para o túmulo, o qual ganhou o nome de “O troféu de Gaio” e esse enfeite foi encontrado na década de 50, em escavações solicitadas pelo Papa Pio XII, as quais comprovaram também que São Paulo foi sepultado realmente na via Ostiense.
A pserguição durou cerca de três séculos, porém, em diferentes intensidades. Num primeiro momento foi dirigida aos líderes dos cristãos, depois passou para os leigos e isso ocorreu após a ordem do imperador Septímio Severo, o qual decretou que todos os cristãos, cidadãos do império romano, deveriam render culto e oferecer sacrifícios ao novo ídolo, o imperador, o qual seria portador da centelha divina. Isso seria comprovado pela emissão de um libelo, espécie de atestado.
Importante recordar que os romanos realmente criam que havia algo de divino no imperador, pois ele havia conseguido dado uma espécie de paz ao povo. Deste modo, ao recusarem-se a cultuar o imperador, os cristãos foram tomados como ímpios, transgressores. Além disso, os cristãos eram malquistos pela própria população. As perseguições em Lyon são um bom exemplo disso, pois a perseguição por parte das autoridades francesas, foram precedidas pelas arruaças do próprio povo que estavam linchando os cristãos.
Os cristãos pareciam ser ateus, pois rejeitavam o culto dos deuses adotados pelo povo, não tinham ídolos e se faziam seguidores de um Cristo. Contudo, de acordo com o que foi relatado por Tácito, em seus Anais, Cresto (assim foi grafado) foi apenas um marginal condenado à morte, na época do procurador Pilatos, na Judeia. Eram apenas fanáticos, seguidores de um marginal. Assim os cristãos eram vistos pelos romanos.
Além de serem tachados de ateus, os cristãos foram acusados de fazer sacrifícios humanos, envolvendo crianças, pelo fato de que afirmavam comer da carne e beber do sangue do Filho de Deus. Diziam que passavam a criança numa espécie de farinha e depois imolavam-na com uma faca especial, a comiam. Por fim, eram acusados também de terem relações sexuais incestuosas porque chamavam-se uns aos outros de irmãos. Todas essas calúnias colaboraram para tornar o cristianismo muito impopular.
Com o decreto de Septímio para que todos prestassem culto ao imperador, os cristãos passaram a ser perseguidos com muito mais intensidade e violência. No ano 250 d.C., houve a grande perseguição de Décio e em 300 d.C., a de Deocleciano. A primeira foi na época de Orígenes, o qual proferiu a famosa frase: “diante de uma tentação, o cristão, ou sai mártir ou sai idólatra”.
No ano de 313 d.C, o imperador Constantino assinou o famoso Édito de Milão, liberando o culto a Deus. Não há uma cifra exata de quantos cristãos morreram nessas perseguições. De modo claro, existem cerca de mil mártires cuja história e local de sepultamento são conhecimentos. Numa tentativa de se estimar o número aproximado, tem-se cerca de 20.000 mártires, o que é relativamente perto dos bilhões de mártires que o comunismo produziu no século XX.
Quando se fala em martírio o que vem à mente é justamente a perseguição ocorrida nos primeiros séculos. Mas como, se o grande martírio se deu no século XX e se dá ainda nos tempos atuais? Trata-se de uma situação singular em que a propaganda dos inimigos suplantou a realidade. Não se fala em martírio hoje.
Um outro problema relacionado é o fato de que a grande maioria dos cristãos hoje já não crê que a fé é algo pela qual não se mata, mas algo pelo qual se morre. A identidade do cristão, espelhada nos mártires dos primeiros séculos, quase se perdeu. Com isso, nem é preciso que o inimigo ataque, os próprios cristãos cuidam para que vença. É o que diz o livro “Cordula”, do renomado teólogo Lars Urs von Balthasar, escrito para contrapor a teoria de Karl Rahner de que todo homem nasce cristão e que justifica o chamado relativismo religioso. Para Balthasar, aceitar a ideia de Rahner é zombar do martírio dos primeiros cristãos, é rir deles por não saberem que todas as religiões são iguais.
No livro do Apocalipse existem duas bestas e já o povo antigo via nelas os dois grandes adversários da Igreja: o poder político (império) e a religião. O Império se utilizava da religião para justificá-lo. Essas duas bestas estão bem vivas ainda hoje. No século XXI, uma pretensão de governo mundial, encarnada concretamente na ONU e na elite globalista que tenta influenciar na soberania dos países. Para conseguir seu intento, é preciso unificar as religiões.
Nesse sentido, existe na sede da ONU, em Nova Iorque, uma capela onde todas as religiões são representadas, inclusive o cristianismo, ou seja, todas são colocadas no mesmo patamar. Este pluralismo, essa nova religião justifica o poder global, o novo governo mundial. Os cristãos são chamados a enfrentar, mais uma vez, essa grande dificuldade que se ergue. Seria, porém, muito triste, se os inimigos da Igreja não se preocupassem com os cristãos, como o episódio descrito em “Córdula”, pois estes mesmos fazem o trabalho de se autodestruir.

http://padrepauloricardo.org/aulas/a-perseguicao-dos-cristaos-pelo-imperio-romano

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Misterioso sacerdote apareceu para rezar e ajudou no milagroso resgate de uma jovem

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O site ACI publicou nesta sexta-feira (09/08/13), uma belíssima história verídica, na qual conta a experiência vivida pela jovem cristã Katie Lentz e os bombeiros que participaram de seu resgate, após ter sofrido um grave acidente em uma rodovia de Missouri, nos Estados Unidos.

Por este motivo, achamos interessante reproduzir este texto na íntegra. Vale a pena ler a história completa:

“No último domingo, a jovem Katie Lentz sofreu um terrível acidente em uma rodovia de Missouri, nos Estados Unidos. Quando o pessoal de resgate já estava perdendo a esperança de poder retirá-la com vida do meio das ferragens retorcidas de seu automóvel, a jovem pediu para que todos “rezem em voz alta”, então um sacerdote apareceu para ajudá-los a orar e logo desapareceu sem deixar rastro.

O pessoal de resgate assegurou que com suas orações, o sacerdote os ajudou a recuperar a força que necessitavam para salvar Katie e agora junto com os familiares e amigos da jovem o procuram para agradecer.

O curioso episódio ocupou várias páginas de importantes meios de comunicação nos Estados Unidos e alguns inclusive questionam se se tratou de uma pessoa real ou um ser celestial.



Os fatos ocorreram em 4 de agosto, dia em que a Igreja celebra a festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes.

Nesta manhã, a estudante do segundo ano de odontologia da Universidade de Tulane, Katie Lentz dirigia da casa de seus pais em Quincy, Illinois, Missouri (Estados Unidos), para uma igreja cristã para logo reunir-se com seus amigos e desenvolver um trabalho da universidade, quando bateu com outro veículo na rodovia próxima ao Centro. Seu automóvel ficou totalmente destruído.

A equipe de resgate liderada por Raymond Reed, chefe de bombeiros de New London, tratou por 45 minutos de libertar a jovem. Katie perdia seus sinais vitais, mas permanecia tranquila e se mantinha falando, alguns equipamentos de resgates quebraram pelo esforço e os bombeiros começaram a ficar sem opções de liberá-la.

Ao lado do automóvel sinistrado, um helicóptero esperava para transladá-la ao centro de emergência mais próximo. Os bombeiros sabiam que estavam sem tempo e não acreditavam que Lentz sobreviveria.

Em uma tentativa de salvá-la, correram o risco de colocar o veículo em posição vertical ainda sabendo que uma mudança repentina na pressão do corpo de Katie poderia ser crítico e perigoso. Foi então que a jovem perguntou se alguém podia rezar com ela “em voz alta”, e se escutou uma voz que disse “eu o farei”.

O pessoal de resgate assegurou que quem respondeu ao pedido da jovem foi um sacerdote católico de contextura média e cabelo grisalho de 50 ou 60 anos de idade, pouco mais de 1.80 metros que vestia calças e camisa negras.

O bombeiro estranhou a presença do sacerdote, pois, por causa do acidente, a rodovia tinha fechada a três quilômetros do acidente e nenhum dos presentes o reconhecia. “Todos os presentes moramos em quatro cidades diferentes. Só temos uma igreja católica nos três povos e não era um sacerdote dessa igreja”.

Os bombeiros sem exceção ficaram de joelhos, “o sacerdote se aproximou da jovem e começou a rezar abertamente com ela. Tinha uma garrafa de óleo e a ungiu”, contou Reed. Outro dos bombeiros presentes acha que viu o sacerdote colocando o óleo também sobre Reed e sobre outros dois homens da equipe de resgate.


Imediatamente depois, 20 bombeiros moveram o automóvel e os sinais vitais de Lentz começaram a melhorar. Outras equipes de resgates de comunidades vizinhas começaram a chegar com novos instrumentos, conseguiram tirar a jovem e leva-la para a urgência do hospital.

Quando os bombeiros quiseram agradecer ao presbítero, deram-se conta que este já não estava, por isso pensaram que tinha ido para a sua igreja para dirigir os serviços dominicais.

“Estivemos procurando por ele porque o único que queríamos fazer era agradecer-lhe”, assinalou Reed. Entretanto, quando viram as fotos do acidente em nenhuma delas aparece o sacerdote.
“Tenho 69 fotografias que foram tiradas minutos depois de que ocorreu o acidente – os observadores, a extração, nossa limpeza final – e em nenhuma aparece”, disse Reed.

“Acho que é um milagre”, expressou Reed. “Eu não sei se foi um anjo que foi enviado a nós na forma de um sacerdote ou de um sacerdote que se converteu em nosso anjo, de qualquer maneira, estou bem com isso”.

Lentz estava com o fêmur dos dois lados quebrados, uma fratura na tíbia e perônio, o punho esquerdo quebrado, nove costelas quebradas, o fígado dilacerado, ruptura de baço e um pulmão ferido. Até o momento sofreu duas cirurgias no Hospital de Blessing em Quincy, Illinois, e se submeterá a mais duas. Ela está respondendo bem às operações.

Carla Churchill Lentz, mãe da jovem e cristã devota, assinalou que os trabalhadores de emergência disseram que não era possível que a sua filha sobrevivesse e que “sem dúvida poderia ter sido um anjo vestido com traje de sacerdote porque a Bíblia nos diz que há anjos entre nós”.

“Ela (Lentz) sofreu muitas lesões, entretanto, seu rosto está belo, seus dentes perfeitos, todos os que nos contataram, como o pessoal de emergência, a Patrulha do Estado de Missouri, os bombeiros, todos eles estão dizendo o mesmo, ela nunca chorava, ela nunca gritou, ela disse, ‘orem por mim e em voz alta’”, assinalou a mãe.

Até o momento ninguém sabe nada do sacerdote, a maneira como apareceu e desapareceu do lugar do acidente, mas todas as testemunhas coincidem em que o misterioso personagem transmitiu calma e paz com sua presença, fortaleceu através da oração a jovem e aos ao pessoal da equipe de resgate, devolvendo-lhes a esperança”.

Fonte: cleofas.com.br


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A fé que torna Deus amigo do homem

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A fé cristã não está somente baseada no serviço e no benefício, mas na sincera amizade com o Deus criador
Um dos testemunhos particularmente belos da história recente da Igreja foi a relação de amizade entre Bento XVI e João Paulo II. "Desde o início senti uma grande simpatia, e graças a Deus, sem eu merecer, o então Cardeal me doou desde o início a sua amizade", contou, Bento XVI, numa entrevista acerca de seu primeiro encontro com o então Cardeal Karol Wojtyla, durante o Conclave de 1978. Para o Papa Emérito, o cultivo da amizade é uma característica dos santos, "porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino".
C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, escreveu, certa vez, que a amizade nasce no exato momento em que uma pessoa diz para outra: "O quê! Você também? Pensei que fosse só eu". De fato, é uma relação de comunhão e identificação, na qual, para parafrasear Santo Tomás de Aquino, ambos aceitam e rejeitam as mesmas coisas. Com efeito, ensina a Sagrada Escritura, "um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro", (Cf. Eclo 6, 14).
Trata-se, portanto, de um dom. Por isso, é mais que um sentimento de afeição, pois impele a alma a se doar inteiramente e a se comprometer pelo amigo, mesmo que custe algo. Neste sentido, o cultivo da amizade é nada mais que uma das modalidades do "remar contra a maré" pregado pelo Papa Francisco, aos jovens da Jornada Mundial da Juventude. Ou seja, a caminhada contra a cultura do provisório, do descarte, que visa somente os interesses próprios e não o bem comum. Em última análise, o cultivo da amizade é uma forma de amar.
Por conseguinte, se cultivar a amizade significa amar, ela não pode ter outro fim que não a amizade com Deus. Assim como explicou Santo Tomás em algumas questões da Suma Teológica, "a caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem" (Cf. II, q. 23, a.1). Diferente da heresia deísta, que prega um Deus alheio ao ser humano, que após a criação, o teria abandonado, privando-o de sua graça e assistência, o cristianismo vive de um Deus não somente Criador, mais providente, que vem ao encontro da humanidade, vive no meio dela, a redime e a convida para essa comunhão. O Deus que já não chama a sua criatura de servo, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas de amigo, "pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai" (Cf. João 15, 15).
Essa é a beleza do cristianismo e a novidade da Boa Nova. Com Cristo, a amizade se torna ainda mais nobre e divina, pois encaminha o ser humano para a comunhão com Deus, único lugar onde ele pode encontrar repouso e felicidade plena. Por isso, a fé cristã não está somente baseada no serviço e no benefício, mas na sincera amizade com o Deus Criador.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere


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183. Para que serve o sacramento da Confirmação?

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O sacramento da Confirmação (ou crisma), em comparação com os demais, parece carecer de uma especificidade, de uma finalidade. Basta observar os outros seis Sacramentos para perceber essa aparente falta de sentido.
Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, III Parte, na Questão nº 72, artigo 5, diz o seguinte: "Como o batismo é uma geração espiritual para a vida cristã, assim a confirmação é um crescimento espiritual que faz o homem avançar até a idade perfeita espiritual". Trata-se, portanto, de um crescimento e é por isso que na lista dos sete sacramentos, a crisma está em segundo lugar, não em ordem de importância, mas segundo a natureza.
Existe diferença entre uma pessoa que foi apenas batizada e outra que já recebeu a crisma. Santo Tomás diz que "o sacramento dá confirmação dá ao homem um poder espiritual para determinadas outras ações sagradas, além daquelas para as quais o batismo o qualifica." Deste modo, ao ser batizado, o homem recebe um poder e, ao ser crismado, recebe um poder ainda maior.
"Pois no batismo o homem recebe o poder de realizar o que concerne à salvação pessoal, enquanto vive para si mesmo: mas na confirmação recebe o poder de realizar o que concerne ao combate espiritual contra os inimigos da fé." O poder do sacramento da confirmação confere ao homem uma missão pública, voltada para o outro, para a Igreja.
Finalizando a resposta, Santo Tomás diz: "Como se patenteia pelo exemplo dos apóstolos que, antes de receberem a plenitude do Espírito Santo, estavam no cenáculo "assíduos na oração"; depois, porém, saíram e não temiam confessar a fé publicamente, mesmo diante dos inimigos da fé cristã. Assim, é patente que o sacramento da confirmação imprime caráter." A Confirmação faz com que a pessoa se torne um cristão público, com coragem para enfrentar os principais inimigos da fé: a carne, o mundo e o diabo.
A Crisma dá ao soldado de Cristo mais recursos para enfrentar o inimigo. Santo Tomás afirma que "o combate espiritual contra os inimigos invisíveis cabe a todos. Mas a luta contra os inimigos visíveis, isto é, contra os perseguidores da fé, pela confissão do nome de Cristo, é própria dos confirmados que já chegaram espiritualmente à idade viril."
O Catecismo da Igreja Católica cita este mesmo ensinamento de Santo Tomás para falar da Confirmação. Ele diz no número 1305:
"deve-se dizer que todos os sacramentos são declarações de fé. Mas o batizado recebe o poder espiritual de confessar a fé em Cristo pela recepção dos demais sacramentos; o confirmado, porém, recebe, como por dever de ofício, o poder de professá-la com palavras, publicamente."
Quem recebe o sacramento da Confirmação deve, portanto, professar a fé publicamente. Eis aqui a diferença entre um batizado e um confirmado. A crisma é um verdadeiro Pentecostes para o fiel cristão, pois ela o introduz na vida pública. O Espírito Santo é justamente o auxílio que vem do alto, dando a força necessária para que a pessoa se torne um soldado da estirpe de Cristo.

http://padrepauloricardo.org/episodios/para-que-serve-o-sacramento-da-confirmacao



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O desastre do catolicismo liberal

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As exigências do cristianismo não toleram a pusilanimidade nem a barganha com o depósito da fé
Quando o então Cardeal Joseph Ratzinger, num debate com o filósofo ateu Paolo Flores D'arcais, em 2000, mencionou a palavra tolerância numa explicação, não pôde deixar de notar o espanto da plateia e, até mesmo, do mediador do encontro. Reação previsível, se se levar em consideração a imagem negativa imputada ao futuro Bento XVI, devido ao seu trabalho na Congregação para Doutrina da Fé. É certo que, nos dias de hoje, em que a falsa tolerância foi elevada à categoria de virtude cardeal, qualquer movimento que sugira uma repreensão motivada por um erro é, apressadamente, tachado de intolerante. Daí a fama de cardealpanzer de Bento XVI que, como "colaborador da Verdade", tinha consciência do seu dever de debelar o erro. A tolerância a qualquer custo é uma doença da mentalidade moderna, na qual conta mais uma pseudo harmonia e comunhão do que a verdade. E nesta seara, infelizmente, também se inserem muitos católicos.
Essa dificuldade nasce, sobretudo, da falta de clareza com que se tratam assuntos de delicada importância, incluindo a religião. Em nome do bem-estar e da paz, prefere-se adotar uma posição moderada, sem "paixões", como declaram alguns, mesmo que isso custe um alto preço. Ora, a tolerância só tem sentido dentro de um contexto de amor à verdade e à justiça, não de pusilanimidade. Não é à toa que as casas de prostituição são popularmente conhecidas como casas de tolerância. Quando se coloca a tolerância como regra suprema do bem, não é estranho que apareçam na história câmaras de gás, gulags e paredões. Ou então, mais condizente com o momento atual, clínicas de aborto e embriões congelados para pesquisa.
Deve-se separar pecado e pecador, ser tolerante com a pessoa, mas nunca com o mal. E, em certos casos, a tolerância exige, sim, uma justa pena, pois a disciplina também é uma forma nobre de amar. Se é verdade que Cristo mandou deixar que cresçam juntos joio e trigo, também não é menos verdade que ele tenha pego num chicote para expulsar os vendilhões do templo. No itinerário do amor cristão também está o zelo pelo bem integral - físico, moral e espiritual - do irmão que, muitas vezes, passa pela correção fraterna. Todavia, denunciou Bento XVI na sua mensagem para Quaresma de 2012, "parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sl 119/118, 68)".
O respeito humano que impera em muitos ambientes católicos é um dos principais motivos da apostasia na Igreja. Uma vez que se abandona o sentido autêntico da fé, perde-se também a noção de bem e mal e, em última instância, a noção de verdade. Esse é o mal da propalada tolerância. Em termos mais duros, dizia o escritor Gustavo Corção sobre o esfriamento dos católicos no Brasil, "na consideração das causas o número um, a triste primazia, deve ser dada ao catolicismo liberal, ao catolicismo complacente, ao catolicismo tolerante, ao catolicismo que traz a Igreja a moleza, a falta de caráter, a esperteza, que são os vícios de nossas virtudes, o modo brasileiro de deteriorar o que seria bondade e magnanimidade se lograsse retificação e purificação". Como remédio, aconselhava Corção, "nós, aqui no Brasil, precisamos aprender a dura e viril arte de não transigir(...) E para isso temos de lutar em duas grandes frentes: na formação moral, e na difusão da Doutrina".
Não é católico quem não professa o credo dos apóstolos. O coração do fiel deve ser universal o suficiente para acolher todo o depósito da fé e, com ele, todas a suas exigências. E isso requer intolerância. Sim, a intolerância para dizer não aos pruridos de novidades que afastam da sã doutrina, para dizer não à ditadura do relativismo. A santa intrasigência dos mártires para responder sim ao que é sim, e não ao que é não. A ousadia para respeitar a liberdade do outro, sem, contudo, fazer descontos em questões não negociáveis. Em suma, ser intolerante o suficiente para remar contra a maré de mentiras e falsas promessas, como pediu o Papa Francisco aos jovens da JMJ-Rio 2013, e buscar em Cristo a única e verdadeira felicidade, “em que se revela a origem e a consumação da história” (Cf. Lumen Fidei, 35).
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere


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182. Como os avançados na vida espiritual podem aumentar a fé?

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Como aumentar a fé daqueles que estão mais avançados na vida espiritual? Diferentemente daqueles chamados "iniciantes", os quais devem agir de diversas formas para ver crescer a própria fé, os mais avançados devem cuidar de apenas uma realidade: aumentar o "espírito de fé".
Não se trata, evidentemente, de algo menor ou sem importância, pelo contrário, mas algo que exige prática constante. O que vem a ser, então, o "espírito de fé"? Trata-se de enxergar todas as coisas a partir do olhar de Deus. Como isso se dá?
Em primeiro lugar, a pessoa não pode se deixar levar pelos altos e baixos da vida espiritual. Eles consistem em estar bem quando se recebe consolações de Deus ou mal quando se está num período de aridez. Não. Olhar para Deus com espírito de fé significa saber que Ele é misericordioso e que, mesmo na provação, na aridez, está sempre presente.
Olhar com espírito de fé a si mesmo também é importante. As oscilações mencionadas acima podem produzir no indivíduo alguns estados de espírito. Quando recebe consolações divinas, se não olhar para si mesmo com espírito de fé, poderá ser assaltado pela soberba, pelo orgulho, convencendo-se de que é melhor que os outros por receber as benesses divinas. Ao mesmo tempo, quando se está em momentos de pecados, grandes defeitos espirituais e morais, a tendência humana é a depressão, o desprezo, a auto-condenação. Olhar para si mesmo com o espírito de fé é não ser tão suscetível aos altos e baixos e agarrar-se à duas verdades a respeito de si mesmo: miséria e misericórdia.
Olhar com espírito de fé para os acontecimentos do dia a dia significa lembrar-se sempre das bem-aventuranças. Traduz-se em olhar para as outras pessoas não sob o prisma das próprias preferências pessoais, mas como almas imortais, que devem ser salvas, embora estejam - talvez - num estado de perdição, de depravação.
Deste modo, para aqueles que já passaram pelo estágio inicial da fé avançarem no caminho espiritual é preciso olhar para tudo e para todos sub specie aeternitatis, ou seja debaixo do olhar da eternidade. Esse comportamento será para todos fonte de grande consolação, pois as circunstâncias estarão invertidas, as verdadeiras perdas serão as espirituais e não as materiais que se tornarão irrelevantes diante do drama imenso de não se poder, um dia, contemplar Deus face a face.

http://padrepauloricardo.org/episodios/como-os-avancados-na-vida-espiritual-podem-aumentar-a-fe


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Ou o martírio ou o inferno

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A fé dos cristãos colocada à prova: o perigo do respeito humano e do pensamento "politicamente correto".
Uma lição antiga, atribuída a La Rochefoucauld, diz que "a fraqueza se contrapõe mais à virtude do que ao vício". Era com esta frase que o Papa Pio XI respondia àqueles que o achavam muito severo, "de pulso muito firme"01. Em nosso tempo, em que a pusilanimidade parece ser a regra e tergiversar, mesmo em matérias de importância vital para a vida do homem e da Igreja, é conduta comum, nunca foi tão necessário falar da virtude da fortaleza.
Ao contrário do que se poderia pensar, corajoso e forte não é quem não tem medo. O medo faz parte da natureza humana e, dirigido às coisas certas, pode ser bastante vantajoso, inclusive para a vida espiritual. O temor do Senhor, que o autor sagrado diz ser "o princípio da sabedoria" (Pr 9, 10), é consequência direta do verdadeiro amor que devemos a Deus: se verdadeiramente O amamos, também tememos perder a sua amizade, a sua presença em nossa alma. Já que, como lembra Santo Afonso de Ligório, "a vida presente é uma guerra contínua com o inferno, na qual corremos, a cada instante, o perigo de perder a Deus", Ele nos concede a virtude da fortaleza, que ordena os nossos medos e nos ajuda a dizer "não" ao mal e ao pecado.
O que faz o "politicamente correto", por outro lado? Dirige o medo que deveria ter de ofender Jesus aos afetos humanos, teme antes a inimizade dos homens que a de Deus, transforma o "temor do Senhor" em "temor do mundo". Esta ética frívola condenada por tantos de nossos contemporâneos é análoga àquela atitude que os cristãos chamam de "respeito humano". O medo maior desta pessoa é perder o prestígio da opinião pública, dos seus fãs; ela é torturada a todo instante imaginando o que as pessoas vão pensar dela. Na hora do martírio, de entregar sua vida, ela "coloca a mão no arado" (Lc 9, 62) e desiste covardemente.
Não é surreal comparar a perseguição física que os cristãos experimentam em países sem liberdade religiosa com o "assassinato da personalidade" que muitos outros sofrem em ambientes da vida quotidiana. Como já tinha dito o Papa Bento XVI em sua visita ao Reino Unido02, "na nossa época, o preço que deve ser pago pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado, afogado e esquartejado, mas muitas vezes significa ser indicado como irrelevante, ridicularizado ou ser motivo de paródia".
Ainda assim, lembra o Santo Padre, "a Igreja não se pode eximir do dever de proclamar Cristo e o seu Evangelho como verdade salvífica, fonte da nossa felicidade última como indivíduos, e como fundamento de uma sociedade justa e humana". Mesmo que nos persigam, não podemos nos calar. Mesmo que nos ridicularizem, não podemos deixar de pregar com parresía, com franqueza e coragem. Em um mundo onde tantos advogam, ainda que de modo subliminar, uma cultura "politicamente correta", baseada em categorias humanas, somos chamados a outra retidão: àquela que tem sua base nas palavras de Cristo e no Magistério da Sua Igreja.
As ocasiões para testemunhar a fé são muitas e Deus sempre nos auxilia com Sua graça, para tomarmos a decisão correta. É verdade o que disse Orígenes: "O cristão, depois de uma tentação, ou sai idólatra ou sai mártir".
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

http://padrepauloricardo.org/blog/ou-o-martirio-ou-o-inferno


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Elias percebeu a presença de Deus

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Padre Geovane Saraiva*

Para o peregrino que visita ainda hoje a Terra Santa, logo há de perceber, se assim for o seu desejo, que Monte Carmelo, localizado na cidade de Haifa, uma montanha na costa de Israel, com vista para o Mar Mediterrâneo, é o lugar onde Profeta Elias viveu e morreu 850 antes de Cristo. Mas pouco se sabe sobre esse homem de Deus, antes do início do seu ministério de profeta. O que se sabe é que ele originário de Tisbé e foi contemporâneo do rei Acab e da rainha Jezabel.
O importante mesmo é olhar para o ponto mais alto do Monte, numa profunda simbologia, onde Elias, com seu lema, “ardo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos”, venceu o desafio e deu prova aos israelitas de que Javé, o Senhor Deus, é o único e verdadeiro Deus. Do Monte Carmelo, optou pelo silêncio, para que mergulhado da solidão, pudesse saborear a presença de Deus, numa vida de eremita, ao travar um grande e decisivo duelo contra a idolatria, anunciada pelos profetas de Baal.
A Transfiguração do Senhor nos leva a olhar para a Sagrada Escritura e nela, ver a presença do profeta Elias, grande mestre na escola da oração e da contemplação, que caminhou sempre na presença de Deus (cf. 1Rs 19). Sua fé no único Deus – numa fé sólida e amadurecida na provação – impressionou muitíssimas gerações de homens e mulheres na história do povo de Deus.

Quero aqui agradecer a Deus pelo Carmelo Santa Teresinha de Fortaleza, vendo nas nossas queridas Irmãs Carmelitas, "nosso pai Santo Elias", como elas costumam chamar. Escolheram-nas, a exemplo do mesmo, viver de uma única ocupação – na presença de Deus, pelo trabalho e pela oração, mostrando ao mundo que vale a pena contemplar a beleza de um Deus essencialmente terno e bondade sem limitastes (cf. Sl 139), tendo diante dos olhos o Monte Carmelo, na sua mais elevada simbologia e expressão, a Jerusalém Celeste. Pela nossa fé vemos Jesus, o Filho de Deus, no Monte Tabor, manifestando aos seus amigos todo o seu esplendor. Ele revela a divindade que está dentro dele, antecipando, assim, a sua glória e a nossa glória futura. São João nos assegura: “Quando Cristo aparecer, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (1Jo 3, 2).
Jesus Cristo, na montanha sagrada, transfigurou-se, isto é, mudou de aparência. Os três apóstolos, Pedro, Tiago e João ficaram deslumbrados. Eles queriam que essa alegria ficasse sempre entre eles. Daí a proposta: Vamos construir três tendas, porque aqui é bom demais e a nossa vida será perpetuamente fascinante e maravilhosa (cf. Lc 9,33). No alto da montanha, Jesus Cristo, antes da sua paixão, com Moisés e Elias revelou o esplendor de sua face, dizendo-nos que haveremos de nos transfigurar, uma vez que nosso destino se fundamenta na sua palavra: “Nós somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o Salvador, o Senhor, Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso” (Fl 3, 20-21).
“Uma voz do céu ressoa: Eis o meu Filho amado” (Lc 9, 35-36), que  nos faz ouvir com fidelidade a sua palavra e buscar no seu corpo e sangue o alimento para nossa vida. E é precisamente pela força da palavra, do corpo e sangue de Cristo, que vamos andar na sonhada esperança de sermos semelhantes a ele, quando ele se manifestar em sua glória.
Como seria maravilhoso ver os cristãos, com pés firmes no chão da realidade, abraçarem e saborearem o silêncio e, mesmo a solidão, como condição imprescindível, no reto sentido de buscar uma profunda mística, a partir do mistério da contemplação da presença de Deus, a exemplo do Profeta Elias, que viveu unicamente para Deus e fez d’Ele o seu refúgio em todas as circunstâncias de sua vida.

http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=650186


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Os perigos do veto parcial do PLC 03/2013

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Na iminência da sanção presidencial ao PLC 03/2013, alguns setores manifestaram-se pela sugestão de veto parcial a alguns artigos do projeto. Essa postura foi adotada também pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que, a título de informação, emitiu uma nota aos seus membros.
Porém, aquela opinião não é unânime. Alguns setores entendem que o projeto é nefasto e que, caso seja sancionado sem veto ou mesmo vetado parcialmente, significará um caminho sem volta para a prática irrestrita do aborto no Brasil.
A história do avanço da cultura da morte no mundo e da liberação do aborto em países latino-americanos comprovam que basta uma pequena faísca perto de um punhado de pólvora para que o fogo se espalhe. Foi o que aconteceu no Uruguai, e é o que acontecerá no Brasil caso o PLC 03/2013 não seja TOTALMENTE vetado pela presidente Dilma.
No Programa Ao Vivo, veiculado excepcionalmente na data de 19 de julho de 2013, Padre Paulo Ricardo faz uma grave denúncia: o que parece ser uma medida que trará benefícios às vítimas de violência sexual, na verdade não passa de um "cavalo de Tróia" que introduzirá de maneira irreversível o aborto no Brasil.
Mais que isso, Padre Paulo Ricardo pede aos setores que estão apoiando o veto parcial, inclusive para a CNBB, que reconsiderem, que levem em conta o que a história demonstra com os fatos e que não se deixem levar por opiniões baseadas na letra da lei, afinal, um papel em branco aceita qualquer palavra. O dia a dia pode ser bem diferente do que a academia diz e o sangue dos bebês abortados poderá manchar, sem dúvida alguma, as mãos de todos os envolvidos. O pecado do aborto é um crime que clama aos céus.
Obedeçamos ao Papa Francisco: defendamos a vida "desde a concepção até o seu fim natural." Obedeçamos.

Links dos documentos citados neste vídeo:

  1. PL-20-1991
  2. Folha - Aborto 97-98
  3. Norma Técnica - José Serra - 1998
  4. Norma Técnica - José Serra - 2002
  5. Norma Técnica - Humberto Costa - 2005
  6. Norma Técnica - Atenção Humanizada - 2005
  7. Norma Técnica - 2012



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A todos os que compreendem o valor da vida humana

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Esclarecemos neste artigo, com vasta documentação, as razões para o veto TOTAL do PCL 03/2013. Saiba por que o veto parcial é um erro
Ao contrário do que havia prometido nas eleições de 2010, a presidência da República, através do Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha, desengavetou e obteve do Congresso, por processos indecorosos, a aprovação de um projeto destinado a preparar a legalização do aborto no Brasil. Foi um dos procedimentos mais estranhos já ocorridos na história do Congresso Nacional.
Entre os dias 5 de março e 4 de julho de 2013, um projeto de lei, cujo principal objetivo é preparar o cenário político para a completa legalização do aborto no Brasil, foi votado e aprovado, por quatro vezes consecutivas, por unanimidade e sem a manifestação de nenhuma objeção por parte de nenhum dos quase 600 parlamentares eleitos pelo povo. Nesta proeza ímpar do governo Dilma, o mais inacreditável é que a maioria dos congressistas eleitos pelo povo são totalmente contrários à legalização do aborto.
Igualmente ímpar é o fato de que a própria presidência da Conferência Episcopal brasileira, repetindo o mesmo erro em que já havia incorrido no ano de 2002, quando a entidade aprovou a ratificação do Protocolo do CEDAW pelo Congresso, está insistindo que o projeto é inocente e bem intencionado. Segundo a Conferência, o projeto não teria como objetivo a introdução do aborto no país e não necessitaria ser corrigido senão em alguns detalhes que poderiam ser erroneamente interpretados. Feito isto, o projeto, QUE É UMA DAS MAIORES FRAUDES LEGISLATIVAS DA HISTÓRIA DO BRASIL, poderia ser sancionado, segundo a CNBB, como iniciativa digna de reconhecimento.
O projeto, que recebeu o nome de PLC 3-2013, alarga o conceito de violência sexual e obriga todos os hospitais do Brasil a encaminharem qualquer gestante que alegue ter sido vítima de violência sexual a um serviço credenciado de aborto. Segundo as normas atualmente vigentes do Ministério da Saúde, nos casos em que a paciente alega violência, "não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento".
"Não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento.
A palavra da mulher que busca os serviços de saúde afirmando ter sofrido violência deve ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida como presunção de veracidade.
A realização do abortamento não se condiciona à decisão judicial que ateste e decida se ocorreu estupro ou violência sexual.
O mesmo cabe para o boletim de ocorrência policial. A mulher que sofre violência sexual não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia. Idem para o laudo do exame de corpo de delito e conjunção carnal, do Instituto Médico Legal.
Não há sustentação legal para que os serviços de saúde neguem o procedimento, caso a mulher não possa apresentá-los".
[Ministério da Saúde: Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual, C.9: Gravidez Decorrente de Violência Sexual]
Hoje existem cerca de 64 serviços de aborto para casos de violência sexual no Brasil. Se este projeto for sancionado, todos os hospitais do SUS serão integrados a esta rede e serão obrigados a encaminhar a um serviço de aborto, supostamente qualificado de legal, a qualquer gestante que alegue ter sido vítima de violência. A obrigação se estende também aos hospitais que pertençam a entidades religiosas ou que sejam contrárias ao aborto, inclusive se não possuírem pronto socorro ou departamentos de ginecologia.
Mais adiante, uma vez introduzida a noção segundo a qual qualquer gestante que se declare vítima de violência deva ser encaminhada a um serviço de aborto, sob a alegação de que a demanda não poderá ser atendida pela rede de serviços credenciados, uma nova legislação poderá ser introduzida, obrigando aos hospitais do SUS não apenas encaminharem, mas também efetivamente realizarem os abortos.
O projeto foi encaminhado na segunda-feira dia 15 de julho ao poder executivo, onde deverá ser vetado ou sancionado pela presidente da República. Milhares de brasileiros, que entenderam a malícia do projeto, estão pedindo o veto total à Presidente, que prometeu durante as eleições de 2010 que não tomaria nenhuma iniciativa para introduzir o aborto no Brasil.
A iniciativa de desencadear as votações, que resultaram na aprovação fulminante do PLC 3-2013, partiu do Poder Executivo.
Foi um pedido do Ministro da Saúde Alexandre Padilha. Sob sua gestão, desde o início do governo Dilma, estava funcionando um grupo de estudos cujo objetivo era determinar de que maneira poderia ser introduzida a legalização do aborto no Brasil. Nos contratos estabelecidos entre o governo Lula/Dilma e o grupo de estudos, consta que o objetivo dos acordos seriam o "ESTUDO E A PESQUISA PARA DESPENALIZAR O ABORTO NO BRASIL", "VISANDO AO FORTALECIMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS". Não está claro nos contratos como a despenalização do aborto no Brasil estaria relacionada com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde - SUS, mas é assim que eles constam no Diário Oficial da União.
Na quarta feira, dia 20 de fevereiro de 2013, o Ministro Alexandre Padilha reuniu-se com o deputado Henrique Eduardo Alves, atual presidente da Câmara. Foi pedido ao parlamentar que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, fosse votado, em regime de urgência, no plenário da Câmara, o Projeto de Lei que, em março, tramitava com o nome de PL 60/1999. O projeto, parado na Câmara desde o ano de 2002, foi eufemisticamente apresentado como tratando sobre o atendimento à mulher vítima de violência.
Em conseqüência do acordo havido entre o Ministro da Saúde e a Presidência da Câmara, no dia 5 de março de 2013, o deputado José Guimarães, irmão do deputado José Genoíno e líder da bancada do PT na Câmara, pediu a tramitação do projeto em regime de urgência. Em um só dia o pedido foi aprovado e o projeto foi emendado, apresentado, relatado, votado e aprovado por unanimidade no plenário da Câmara. Nos três meses seguintes foi novamente relatado e aprovado por unanimidade em duas comissões do Senado e, finalmente, no dia 4 de julho de 2013, relatado e aprovado, também por unanimidade, no plenário do Senado. Durante todo este processo, nenhum parlamentar apresentou nenhuma objeção. A iniciativa de praticamente todas as etapas da tramitação coube aos parlamentares do Partido dos Trabalhadores.
Toda a tramitação do projeto no Senado pode ser acompanhada neste endereço: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=111416
Que é possível fazer? Muito. Estude esta mensagem para ver como é fácil enganar povo, entidades e parlamentares. Se pudermos entender como acontecem estas mágicas, será mais difícil sermos novamente enganados. Estaremos construindo a democracia, que tem que estar alicerçada no coração e na mente das pessoas. Tenha certeza que não seremos enganados somente na questão da defesa da vida. As mesmas técnicas podem ser aplicadas a muitos outros objetivos. Depois disso, envie esta mensagem a toda a sua lista de contatos e ligue para a Presidência da República. Tome o telefone, envie e-mails e faxes. Peça o veto total deste monstruoso projeto que se reveste de ovelha e engana a todos. Milhares de pessoas já estão se manifestando pedindo o veto total do PLC 3-2013.
A Presidente da República foi colocada a uma prova de teste.
Às vésperas de sua eleição, entre o primeiro e o segundo turno, ela atestou claramente e assinou um compromisso de que ela não havia de dar início a nenhum movimento na direção da legalização do aborto no Brasil.
Temos direito fundado de suspeitar que a sua posição não seja muito sincera. Temos amplos e numerosos documentos dos acordos firmados pelo partido governante na direção da legalização do aborto no Brasil. Existem pactos assinados, existem promessas feitas, existem parcerias feitas com pessoas que tem histórico de militância a favor da Cultura da Morte.
Portanto, podemos e devemos cobrar a Presidente da República para que mostre a sua sinceridade.
O Brasil, assim como numerosas outras nações, está sendo preparado para uma forma inteiramente nova de ditadura, baseada na implantação de instituições aparentemente democráticas, mas que, em conjunto com uma descapacitação sistemática do povo para que este possa alcançar os conhecimentos essenciais que lhe permitam sustentá-las, deixarão, de fato, de ser democráticas.
Agradeço a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover. O problema transcende as fronteiras de qualquer país, já que faz parte de um plano abrangente pesadamente financiado por organizações internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo.
Leia a seguir:
  1. Descrição sumária do PLC 3-2013
  2. A verdadeira intenção do projeto
  3. O mesmo erro foi cometido em 2002
  4. Comissão em Defesa da Vida protocola pedido de veto total
  5. O que fazer
  6. E-mails e telefones da Presidência da República

1. Descrição sumária do PLC 3-2013

O PLC 3-2013 possui essencialmente três artigos, que podem ser resumidos do seguinte modo.
O artigo primeiro afirma que "OS HOSPITAIS DEVEM OFERECER ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL ATENDIMENTO INTEGRAL VISANDO O TRATAMENTO DOS AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL, E ENCAMINHAMENTO, SE FOR O CASO, AOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL".
O artigo segundo introduz uma nova definição de violência sexual como sendo "QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA".
O artigo terceiro descreve os vários serviços abrangidos "PELO ATENDIMENTO IMEDIATO E OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS INTEGRANTES DA REDE DO SUS" a que se refere o artigo primeiro do projeto. Entre eles estão a "PROFILAXIA DA GRAVIDEZ" e o "FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES ÀS VÍTIMAS SOBRE OS DIREITOS LEGAIS E SOBRE TODOS OS SERVIÇOS SANITÁRIOS DISPONÍVEIS".
Como se vê, à primeira vista o projeto não parece referir-se ao tema aborto. Sequer menciona a palavra aborto. Parece, em vez disso, tratar apenas do atendimento médico às vítimas de violência sexual, um objetivo que deveria ser louvável.
Para entender por que o projeto foi elaborado com o principal objetivo de introduzir o aborto no Brasil, é preciso voltar à história do documento e ao desenvolvimento de novas técnicas legislativas por parte da Cultura da Morte que raramente são descritas nos manuais tradicionais de Direito. Ademais, o projeto foi preparado, fora e dentro do Brasil, há cerca de 25 anos, um período de tempo que o público já esqueceu.

2. A verdadeira intenção do projeto

A história do projeto se iniciou com a eleição de Luíza Erundina à prefeitura da cidade de São Paulo.
Erundina governou São Paulo entre 1989 e 1993. Foi a primeira vez que o Partido dos Trabalhadores alcançou o governo da cidade. Um dos principais atos administrativos da prefeita foi o estabelecimento, em 1989, do primeiro serviço de abortos em caso de violência, no Hospital do Jabaquara, na zona sul da cidade.
Segundo consta claramente de diversos documentos das grandes Fundações Internacionais, o estabelecimento e a constante ampliação da rede de serviços de abortos em casos de violência foi, desde a criação do serviço do Hospital do Jabaquara, uma das principais estratégias para abrir caminho para uma legalização cada vez mais ampla do aborto no Brasil.
Pode-se consultar a este respeito, entre outros documentos, o manual da International Women Health Coalition intitulado "INCREMENTANDO O ACESSO AO ABORTO SEGURO - ESTRATÉGIAS DE AÇÃO" e o relatório sobre as atividades para a promoção do aborto no Brasil pela Fundação MacArthur, "LESSONS LEARNED: O RELATÓRIO SOBRE A PROMOÇÃO DO ABORTO NO BRASIL PELA FUNDAÇÃO MACARTHUR".
Em 1991, dois anos depois da criação do serviço do Hospital do Jabaquara, tendo em vista a importância que a expansão da rede de serviços de aborto em casos de estupro teria para a promoção e a obtenção da total legalização do aborto, os deputados Eduardo Jorge, e Sandra Starling, do PT de São Paulo e de Minas Gerais, apresentaram à Câmara dos Deputados o projeto de lei PL 20-1991. O projeto pretendia estender imediatamente, a todos os hospitais do SUS, a obrigação de realizar abortos em casos de violência, juntamente com as principais diretrizes das normas internas criadas pelo Hospital do Jabaquara para este fim.
O texto do PL 20-1991 pode ser lido em sua versão completa na página 31 deste arquivo do Diário Oficial: http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD05MAR1991.pdf#page=31
Ou pode-se ler, neste arquivo mais leve, o texto do projeto juntamente com a primeira parte de sua justificativa: http://www.documentosepesquisas.com/pl-20-1991.pdf
Ao abrir estes arquivos, deve-se notar que o título do projeto não se refere à violência sexual, mas ao "ATENDIMENTO DOS CASOS DE ABORTO PREVISTOS NO CÓDIGO PENAL".
O artigo 3 do projeto, que estabelece os requisitos para que a mulher possa obter o aborto, não exige obrigatoriamente laudo médico que comprove a violência sofrida, podendo realizar-se o aborto apenas com uma cópia do boletim de ocorrência, que não necessita de comprovação da violência para ser obtido. Ademais, o aborto não será necessariamente executado quando da apresentação do documento, mas em algum momento, à escolha da equipe médica, dentro de um prazo de sete dias.
A história mostra que o projeto sofreu uma grande oposição, e que esta oposição se devia justamente à linguagem como ele estava redigido. O projeto mencionava claramente a palavra aborto tanto no título como no corpo dos artigos. Naquela época as Fundações Internacionais ainda não haviam introduzido a prática de utilizar eufemismos para referir-se ao aborto e a outras práticas difíceis de legalizar. A técnica dos eufemismos foi desenvolvida, pela primeira vez, com a criação do conceito de "DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS". O conceito havia sido criado em 1990, pela Fundação Ford, repentinamente e sem precedentes históricos. A força da idéia consistia em que os "direitos sexuais e reprodutivos" era um conceito construído para incluir o aborto, mas bastante mais amplo do que o aborto. Assim, era possível apresentar um projeto de lei sobre direitos sexuais e reprodutivos sem mencionar a palavra aborto e depois, uma vez aprovado o projeto, passar a sustentar que a aprovação havia incluido o aborto. Foi a Fundação Ford quem criou pela primeira vez esta estratégia, através do famoso relatório "REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR THE 1990". O relatório merece um estudo cuidadoso e encontra-se disponível neste endereço: http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf
Embora em 1990 a técnica dos eufemismos já houvesse sido criada, ela era ainda de exclusivo conhecimento das grandes fundações. Foi apenas em 1994 que a Fundação Ford estreou publicamente a nova estratégia, quando introduziu o conceito de direitos sexuais e reprodutivos na Conferência sobre População do Cairo.
No ano seguinte, em 1995, dentro da mesma perspectiva, foi introduzido o conceito de gênero na Conferência sobre a Mulher, realizada em Pequim, da qual surgiu o tratado e o protocolo conhecido como CEDAW. O conceito de gênero, ao ser introduzido no CEDAW, era apenas um sinônimo de sexo, e ninguém entendeu perfeitamente por que o tratado falava em discriminação de gênero em vez de discriminação de sexo, se o objetivo do tratado era apenas tratar da discriminação das mulheres. Anos depois, entretanto, passou-se a sustentar que a discriminação de gênero, contra a qual lutava o protocolo do CEDAW, era um conceito muito mais amplo do que discriminação de sexo.
Em 1991, porém, quando Eduardo Jorge e Sandra Starling apresentaram o PL 20-1991, não se conhecia, nem muito menos se dominava, a técnica de legislar através de eufemismos. Ninguém conceberia, no Brasil de 1991, que fosse possível redigir um projeto de lei para legalizar o aborto sem usar uma única vez a palavra aborto. Mas, redigido desta maneira, mencionando a palavra aborto e sem a utilização de conceitos eufemísticos, o projeto não teria futuro.
O arquivo disponível no endereço: http://www.documentosepesquisas.com/aborto-1997-1998.pdf contém uma série de reportagens do jornal Folha de São Paulo sobre o problema do aborto no Brasil nos anos 1997 e 1998.
Podemos ler nestas matérias que, no dia 19 de abril de 1997, quando o projeto estava para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o jornalista da Folha anunciou erroneamente que, segundo a proposta legislativa, a mulher grávida teria que apresentar boletim de ocorrência e, em seguida, passar por exame de corpo de delito, para somente então poder ser submetida a um aborto. O projeto, em vez disso, estabelecia claramente que bastaria ou a apresentação do boletim, ou o exame do corpo de delito, para obter o aborto. O jornalista, que certamente havia lido o projeto, provavelmente não conseguia acreditar, naquela data, que alguém poderia conseguir um aborto gratuito apenas com a apresentação de um boletim de ocorrência, sem necessidade de apresentar provas da violência.
O projeto, apresentado sem grande alarde na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, foi aprovado por uma margem muito estreita de votos. Dali deveria ter seguido diretamente para o Senado. O deputado Salvador Zimbaldi, entretanto, recolheu imediatamente 87 assinaturas para apresentar um recurso pedindo para que o projeto fosse votado antes no plenário da Câmara. Esta manobra eliminou o fator surpresa e ficou evidente, pelo clima político que se havia produzido, que o projeto jamais seria aprovado. O Ministro da Saúde afirmava publicamente para a imprensa que o projeto era assassino. A CNBB reuniu seu Conselho Permanente, votou uma nota também publicada pela Folha de São Paulo e recomendou que os bispos, os movimentos católicos e os leigos passassem a pressionar os deputados para que o projeto não fosse aprovado. O Cardeal do Rio de Janeiro elaborou uma lista de 37 candidatos que, por haverem se manifestado a favor do aborto e outros temas inegociáveis para a Igreja, nãoi deveriam ser votados pelos fiéis. A lista deveria estar disponível em todas as paróquias da diocese e os párocos deveriam avisar os fiéis de sua existência. O deputado Severino Cavalcanti escreveu um artigo na Folha em que manifestava o que, na época, era evidente para todos a respeito do projeto:
"A análise do texto do projeto é o bastante para que fique bem clara a intenção dos seus autores, que é a de introduzir no Brasil, de forma sub-reptícia, a prática generalizada do aborto, repudiada pela maioria esmagadora da população, como atestam pesquisas de opinião recentemente realizadas.
No artigo 3º do projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e que nós vamos derrotar em plenário, está escrito que, 'nos casos de gravidez resultante de estupro, o abortamento será realizado mediante apresentação de cópia do boletim policial de ocorrência ou de laudo do instituto médico legal'".
Não está escrito "E" está escrito "OU".
Ora, por certo que, se aprovado o projeto de lei nº 20/91, ficaria escancarada a porta para realizações de abortos em larga escala, por motivos pessoais, Pois nem sequer a pretensa vítima estaria obrigada a indicar o responsável pela suposta violência".
http://www.documentosepesquisas.com/aborto-1997-1998.pdf
A mobilização do povo e da Igreja foi da dimensão suficiente para que o projeto fosse derrotado sem precisar ter sido apresentado no Plenário.
Tendo em vista este quadro, a Comissão Intersetorial da Saúde da Mulher (CISMU), rearticulada em 1996 para abrigar ONGs feministas que pudessem pressionar o governo desde dentro, apresentou então uma proposta para que o Ministério da Saúde criasse uma Norma Técnica sobre o aborto em caso de violência que, embora não tivesse força de lei, também não precisasse de ser aprovada pelo legislativo. A Norma seria seguida pelo poucos serviços de aborto em caso de violência que haviam sido criados e, embora não fosse obrigatória para os demais hospitais, poderia ser apresentada para a comunidade médica sob a aparência de lei.
Mas o Ministro da Saúde do então presidente Fernando Henrique Cardoso recusou-se a redigir a norma. Demitido em abril de 1998, Fernando Henrique Cardoso chamou o Senador José Serra para ocupar o cargo. José Serra já havia afirmado que daria prioridade, em sua gestão, à saúde da mulher. Para o público que, em 1998, ainda pensava com as estruturas mentais da década anterior, esta expressão não significava muita coisa. Mas os que acompanhavam o trabalho das grandes fundações já conheciam como haviam, sido introduzidos e utilizados os novos conceitos de direitos sexuais e reprodutivos, de discriminação de gênero, e vários outros. Para estes a mensagem era clara. O Senador José Serra iria redigir e publicar a Norma Técnica para o aborto em casos de violência. A publicação deu-se em novembro de 1998.
Entre as novidades da nova norma estava o fato de que, ao contrário do PL 20-1991, a norma não se chamava NORMA PARA O ATENDIMENTO DOS CASOS DE ABORTO PREVISTOS NO CÓDIGO PENAL, mas sim NORMA PARA O TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL.
A norma não falava mais de exames de corpo de delito para obter um aborto, mas exigia apenas a apresentação de um boletim de ocorrência.
Além disso, com a clara intenção de ampliar gradativamente a aceitação das possibilidades do aborto, começando pelos profissionais da saúde, a norma estendia o prazo em que se poderia praticar um aborto em caso de estupro até o quinto mês de gestação, quase o dobro do que estava previsto no PL 20-1991, que o permitia apenas até o terceiro mês. Antes de 1998, os protocolos internos dos hospitais de abortos ditos legais também previam o procedimento apenas até o terceiro mês. Um episódio veiculado pela televisão brasileira, algumas semanas antes da públicação da norma, envolvendo uma menina grávida de 5 meses do interior de Goiás, mostrou que até mesmo os profissionais destes serviços, em todo o Brasil, com exceção do Dr. Jorge Andalaft, diretor do serviço do Hospital do Jabaquara, que por fim realizou o aborto na menina, recusavam-se a praticar abortos depois do terceiro mês de gestação.
Em 2005 A Norma foi substituída por uma nova, publicada por Humberto Costa, Ministro da Saúde do governo Lula.
A norma de 2005 continuou a ser chamada de NORMA PARA O TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL e permitia o aborto até o quinto mês da gravidez, mas deixou de exigir a apresentação do boletim de ocorrência para que a gestante pudesse obter um aborto. Agora seria suficiente a palavra da gestante, afirmando ter sofrido violência para que pudesse obter o aborto.
Segundo afirma o capítulo nono desta Norma, já mencionado anteriormente:
"Não se deve exigir qualquer documento para a prática do abortamento.
A palavra da mulher que busca os serviços de saúde, afirmando ter sofrido violência, deve ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida com presunção de veracidade.
A mulher que sofre violência sexual não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia".
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf
Para o entendimento do PLC 3-2013, porém, são mais significativas estas outras expressões que constam também do capítulo nove da Norma:
"A Constituição Federal garante o direito à integral assistência médica e à plena garantia de sua saúde sexual e reprodutiva, que inclui o abortamento, permitido quando a gravidez resulta de estupro ou, por analogia, de outra forma de violência sexual.
A mulher em situação de gravidez decorrente de violência sexual, devem ser informadas da possibilidade de interrupção da gravidez".
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno6_saude_mulher.pdf
A Norma, portanto, que pretende regulamentar o aborto mencionado no artigo 128 do Código Penal, embora seja comumente mencionada pelos profissionais como a Norma do Aborto em Casos de Estupro, chama-se na realidade NORMA DO TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL. Deve-se notar que ela introduz, no capítulo nove, o conceito de que "A ASSISTÊNCIA MÉDICA INTEGRAL" a este tratamento, assim como o direito à "SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA", inclui o abortamento. Com isto estava sendo criado um novo eufemismo, introduzido e usado no Brasil desde 1998, segundo o qual o conceito de TRATAMENTO DOS AGRAVOS RESULTANTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL, incluiria o conceito do direito ao aborto. E, da mesma forma, que o conceito da ASSISTÊNCIA MÉDICA INTEGRAL PARA OS AGRAVOS EM CASOS DE VIOLÊNNCIA incluiria também o abortamento.
Ora, ao ser redigido o PLC 3-2013, e principalmente ao ser apressadamente emendado para a imediata votação no Plenário da Câmara no dia 5 de março de 2013, passaram e ser estes exatamente estes os eufemismos utilizados pelo projeto, já desde o seu artigo primeiro. O projeto podia dar-se ao luxo de não mencionar a palavra aborto, porque haviam sido criados, propositalmente, durante as duas últimas décadas, novos eufemismos para referir-se a esta prática sem necessidade de usar a palavra que todos imediatamente entenderiam o seu significado.
Tudo isto consta já claramente da redação do artigo primeiro do PLC 3-2013, que está aprovado e pronto para ser sancionado ou vetado pela presidência da República. O artigo primeiro do PLC 3-2013 é uma cópia exata dos termos utilizados, eufemisticamente, pelas Normas Técnicas de 1998 e 2005 para designar um conceito que os especialistas já entendem como incluindo o aborto:
"Os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento integral visando o tratamento dos agravos decorrentes de violência sexual, e encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social".
Para mostrar mais claramente a intenção dos parlamentares que apresentaram o projeto ao plenário no dia 5 de março, deve-se notar que o texto original do PL 3-2013, cuja última versão datava de 2002, não falava de atendimento INTEGRAL, mas apenas de atendimento MULTIDISCIPLINAR. O conceito de ATENDIMENTO INTEGRAL foi acrescentado no dia 5 de março para adequar-se aos conceitos da Norma Técnica do Aborto em Casos de Violência.
A última redação do PLC 3-2013, datada de 2002, também não se referia aos AGRAVOS DECORRENTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL. O termo utilizado era o de IMPACTOS DA AGRESSÃO SOFRIDA. Esta expressão foi deliberadamente suprimida do projeto no dia 5 de março de 2013 para passarem a conformar-se às expressões exatas das normas técnicas do Aborto em Casos de Violência dos ministros José Serra e Humberto Costa. Tanto neste caso, como no caso do parágrafo anterior, ambos os termos são hoje eufemismos de aborto. Isto significa que o PLC 3-2013, usando técnicas de utilização de eufemismos introduzidas na Cultura da Morte em 1990 pela Fundação Ford, está legislando a obrigatoriedade de que todos os hospitais do Brasil, sem direito a objeção de consciência, encaminhem para o serviço de aborto "legal" todas as gestantes que alegarem ter sofrido violência, entendida esta como qualquer relação sexual não consentida, mediante simples declaração da mulher.
Mais tarde, quando o costume tiver se introduzido, uma nova lei ou determinação judicial passará a exigir que estes hospitais não apenas encaminhem, mas também realizem os abortos.
De tudo isto também se conclui que o PLC 3-2013 é exatamente a versão moderna do PL 20-1991, redigida agora com a técnica dos eufemismos criada pela Fundação Ford em 1990. Trata-se do mesmo projeto que, por ter sido redigido com palavras claras e de sentido imediato, a Igreja, a CNBB e o povo brasileiro, rejeitaram imediatamente, e em sua totalidade, em 1998.
Hoje, entretanto, a CNBB está divulgando vários comunicados em que afirma discordar que o PLC 3-2013 trate da questão da "LEGALIZAÇÃO DO ABORTO". Os representantes da entidade afirmam que a lei é boa, mas possuiria algumas imprecisões de linguagem que deveriam ser corrigidas. É evidente, afirma a Conferência, que "O PROJETO NÃO TRATA DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO", mas "AVALIANDO A LEI COM O AUXÍLIO DE RENOMADOS JURISTAS, PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE E SEGUNDO A ÉTICA CRISTÃ, ENTENDEMOS QUE O SEU OBJETIVO PRINCIPAL É 'O ATENDIMENTO OBRIGATÓRIO E INTEGRAL DE PESSOAS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA SEXUAL'".
Trata-se, no mínimo, de uma ingenuidade que está escandalosamente levando o Brasil, com o apoio da presidência CNBB, à completa legalização do aborto no país.

3. O mesmo erro foi cometido em 2002

Se a CNBB se comportou brilhantemente em relação ao aborto no ano de 1998, não se pode dizer o mesmo cinco anos depois. Em 2002 a entidade cometeu, o mesmo erro em que está incorrendo hoje, com os requintes dos detalhes.
A assessoria jurídica da CNBB levou a Comissão de Vida e Família, em 2002, ao erro histórico de apoiar o CEDAW. Este protocolo, resultado da Conferência sobre a Discriminação contra a Mulher, realizado em 1995 em Pequim, deu base legal ao esforço do governo de "REVISAR A LEGISLAÇÃO REPRESSIVA CONTRA O ABORTO".
O Brasil, graças à CNBB, tornou-se o primeiro e o único país do mundo onde este protocolo foi aprovado com o apoio da Conferência Episcopal Católica, apesar do aviso de 72 bispos e da comunidade pro vida nacional e internacional.
No final de abril de 2002, quando o Senado brasileiro anunciouque estava para discutir a aprovação do protocolo da Convençãosobre a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, tambémconhecida como protocolo do CEDAW (Committee on the Eliminationof Discrimination Against Women), 72 bispos e arcebisposbrasileiros, incluindo dois cardeais, enviaram uma carta coletiva aoSenado pedindo o adiamento das discussões e a rejeição do protocolo.
A carta teve tamanho impacto que os promotores do CEDAW agendaram uma audiência pública para o dia 21 de maio de 2002, convidando um representante da CNBB, o arcebispo de Botucatu Dom Aloysio José Leal Penna, na época também presidente da Comissão Pastoral para a Vida e Família da CNBB.
Durante a audiência o Arcebispo Penna apresentou um discurso neutro. Quem ouvisse seu o pronunciamento teria tido a impressão de que ele apoiava o protocolo do CEDAW ou pelo menos não tinha objeções ao mesmo. A única demanda do prelado aos senadores, em relação ao CEDAW, era a de ter em mente que "NADA PRESERVARIA MAIS A INTEGRIDADE FÍSICA OU MENTAL DAS MULHERES DO QUE UMA JUSTA DISTRIBUIÇÃO DA RENDA".
O Arcebispo Penna disse também que o documento escrito no mês anterior por 72 bispos, denunciado o CEDAW, não era a posição oficial da CNBB e que, na verdade, "HAVIA SIDO UM ERRO".
As palavras de Dom Aloysio tiveram o efeito de cessar a polêmica, pelo menos dentro do governo, e o Senado, em seguida, sem maiores dificuldades, ratificou o protocolo do CEDAW.
Após a ratificação do Senado, o arcebispo declarou ainda à Rádio Vaticana que sua posição, como representante da Comissão Pastoral para a Vida e Família da CNBB, havia sido exposta depois de ouvir cerca de 10 especialistas que haviam se reunido em Brasília para este propósito e lhe haviam mostrado que o protocolo do CEDAW "NÃO TINHA NADA A VER COM TEMAS DE ABORTO OU VIDA, TRATANDO-SE APENAS DE UM PROTOCOLO PARA O RECEBIMENTO DE ACUSAÇÕES DE VIOLAÇÕES DOS DIREITOS DAS MULHERES".
Mais detalhes sobre a aprovação do CEDAW no Brasil depois da intervenção da CNBB podem ser encontrados nestes documentos:
http://www.ncregister.com/site/article/brazilian_pro_lifers... http://www.documentosepesquisas.com/cnbbpoderepetirmesmoerro.pdf
Mas o que é inexplicável é que, mesmo em maio de 2002, deveria ter sido evidente, não só para os especialistas como também para todos, pelo menos no Brasil, que o CEDAW, diversamente do que afirmava o arcebispo, em nome da CNBB e contra seus colegas de episcopado, tinha, ao contrário, muitíssimo a ver com a legalização do aborto.
Uma semana antes do pronunciamento de Dom Aloysio Penna, ocorrido no dia 21 de maio de 2002, o presidente Fernando Henrique Cardoso publicava, no dia 13 de maio de 2002, o Segundo Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-2), em que ficava estabelecido, como sua Meta de número 179, "APOIAR O ALARGAMENTO DOS PERMISSIVOS PARA A PRÁTICA DO ABORTO LEGAL, EM CONFORMIDADE COM OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELO ESTADO BRASILEIRO NO MARCO DA PLATAFORMA DE AÇÃO DE PEQUIM".
http://www.documentosepesquisas.com/pndh2.pdf
Para os que estivessem atentos, portanto, não poderia haver dúvidas. Para os que conheciam o assunto, e não faltaram para isto avisos provenientes do estrangeiro, o tema era claríssimo e fartamente documentado. O CEDAW já era utilizado pela ONU e por várias organizações internacionais para pressionar os governos dos países latino americanos a legalizarem a prática do aborto. Passou, depois de 2002, a ser utilizado, para este fim, muito mais frequentemente.
Até 2005 o aborto era proibido na Colômbia em todas as circunstâncias. Com base no CEDAW e em outros tratados internacionais, no final daquele ano, a Corte Constitucional da Colômbia estabeleceu várias circunstâncias em que seria possível praticar o aborto sob o amparo da lei.
Ainda em 2005, quando o presidente Lula encaminhou à Câmara dos Deputados o Substitutivo do PL 1135/91, um projeto que, se aprovado, legalizaria o aborto no Brasil durante todos os nove meses da gestação, seu governo apresentou antes, e não sem razão precisamente ao Comitê de Monitoramento do CEDAW, um documento em que se comprometia oficialmente a "REVISAR A LEGISLAÇÃO PUNITIVA DO ABORTO" no Brasil. Mais detalhes sobre este documento podem ser encontrados no arquivo disponível neste link: CONTEXTUALIZAÇÃO DA DEFESA DA VIDA NO BRASIL - COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO PAÍS

4. Comissão em Defesa da Vida protocola pedido de veto total

No dia 16 de julho de 2013 a Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, o Instituto Padre Pio e a vice presidência do ProVida Família de Brasília protocolaram no Palácio do Planalto um documento pedindo à Presidência da República o veto total do PLC 3-2013.
Uma cópia do documento protocolado pode ser encontrado neste endereço: http://www.documentosepesquisas.com/crdvidasul1.pdf
O documento, embora suscinto, é corretíssimo em sua argumentação, expressando-se deste modo:
"Apresentamos respeitosamente a Vossa Excelência o pedido de veto total do PLC 3/2013, aprovado no dia 4 de julho de 2013, pelas razões apresentadas a seguir.
Embora uma lei que defenda e regulamente os direitos das vítimas de violência sexual seja, em tese, algo meritório, recordamos o abuso legal instaurado nesta matéria pelas normas técnicas do Ministério da Saúde publicadas em 1998 e 2005.
Recordamos a Vossa Excelência o conteúdo abusivo destas Normas. Conforme a mais recente, de 2005, "a palavra da mulher que busca os serviços de saúde afirmando ter sofrido violência, [...] deverá ter credibilidade, ética e legalmente, devendo ser recebida com presunção de veracidade".
Por outro lado, a mesma Norma afirma que os médicos são obrigados a praticar o aborto se a mulher declarar ter sido estuprada, a menos que o médico possa provar que a gestante esteja mentindo. Caso contrário, continua a Norma, "a recusa infundada e injustificada de atendimento pode ser caracterizada, ética e legalmente, como omissão. Nesse caso, segundo o art. 13, § 2º do Código Penal, o(a) médico(a) pode ser responsabilizado(a) civil e criminalmente pelos danos físicos e mentais que [a gestante] venha a sofrer".
Considerando o exposto acima, o Artigo 1o do PLC 3/2013, que poderia ser interpretado serenamente como sendo uma objetiva defesa de pessoas violentadas, torna-se, à luz do conteúdo e do espírito destas Normas nefastas, um eufemismo para o aborto. Do contrário, de que outra maneira poderia este serviço ser "integral"? Imagine-se então o que significaria, nesta mentalidade contorcida do executivo normatizador, um "encaminhamento [...] aos serviços de assistência social".
Atualmente esta Norma está sendo colocada em prática em ao menos 64 unidades hospitalares de nosso país. O PLC 3/2013 torna obrigatório este tipo de procedimento abusivo e ilegal para toda a rede hospitalar da nação, quando determina que este serviço seja "obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS".
Com um passe de mágica, a rede de aborto "legal" não somente aumentará de forma desmesurada, como também se tornará compulsória, forçando hospitais e médicos a realizarem ou encaminharem inúmeros abortos sem que para isso haja o mínimo fundamento legal.
As consequências do PLC 3/2013 chegará à militância pro-vida causando grande atrito e desgaste para Vossa Excelência, senhora Presidente, que prometeu em sua campanha eleitoral nada fazer para instaurar o aborto em nosso país.
Recorde-se, Excelência, que este projeto de lei, que jazia esquecido nos arquivos da Câmara Federal, foi trazido à luz, conforme noticiado pelo próprio Jornal da Câmara, por um membro de seu governo, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha.
Por esta razão, senhora Presidente, pedimos veementemente o VETO TOTAL do PLC 3/2013 e aguardamos, outrossim, que Vossa Excelência dê ordem para a reelaboração das Normas Técnicas que alargam de forma despudorada as disposições do atual Código Penal a respeito do aborto em caso de estupro.
PADRE BERARDO GRAZ
Coordenador da Comissão em Defesa da Vida
Regional Sul 1 da CNBB
PADRE PAULO RICARDO DE AZEVEDO JÚNIOR
Instituto Padre Pio
PAULO FERNANDO MELO DA COSTA
Associação Nacional Pro-Vida e Pro-Família

5. O que fazer

O PLC 03/2013, que tomou impulso inesperado por uma intervenção intencional do Poder Executivo através do Ministro da Saúde do governo Dilma Roussef e dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores, é um modelo da habilidade que este partido possui para enganar o povo brasileiro, que é totalmente contrário ao aborto, e para enganar os próprios parlamentares, cuja maioria também tem votado contrariamente ao aborto.
Os mesmos parlamentares que em maio de 2008 votaram por 33 votos a zero contra o substitutivo do PL 1135/91, apresentado ao Congresso pelo presidente Lula para legalizar o aborto no Brasil, e que em seguida votaram novamente, em julho de 2008, por 57 votos a quatro, contra o mesmo projeto, agora votaram quatro vezes, em um espaço de três meses, por unanimidade, a favor de um projeto apresentado para legalizar o aborto no Brasil.
Agora, para aumentar a confusão do povo brasileiro, o PLC 3-2013 está sendo no mínimo ingenuamente apoiado pela presidência da CNBB, que tão sabiamente soube opor-se, em 1998, através de Dom Lucas Moreira Neves, então presidente da entidade, ao PL 20/1991, seu projeto de conteúdo equivalente. Em um movimento precisamente inverso ao de 1988, a presidência da CNBB está contatando bispos e sacerdotes, em todo o Brasil, para que orientem movimentos católicos e fiéis a se calarem e não se manifestarem sobre a questão.
Peço encarecidamente a todos os que receberem esta mensagem que se manifestem junto à Presidência de República para que a Presidente Dilma Roussef VETE O PROJETO EM SUA INTEGRALIDADE.
NÃO SE PODE E NÃO SE DEVE ENGANAR O POVO, O CONGRESSO E O EPISCOPADO DESTA MANEIRA VERGONHOSA.
Examine todos os links para saber exatamente o que está acontecendo.
Em seguida faça o seguinte:
A. Contate com a sua rede
Envie esta mensagem a todas os seus contatos. Faça uma introdução, de sua própria iniciativa, explicando a gravidade do problema e por que devem ler a mensagem em sua integridade.
B. Contate com o seu bispo ou pastor
Se você pertence a alguma igreja ou congregação religiosa, imprima a mensagem anterior e entregue-a pessoalmente a seu bispo ou pastor. Comunique-lhe o que está acontecendo e encorage-o a tomar uma posição firme e pública a respeito.
C. Contate com a Presidência da República e o Ministério da Saúde
Escreva, envie faxes e telefone para os contatos abaixo do governo federal. Explique-lhes:
  • (A) COMO NOSSO GOVERNO NÃO ESTÁ CUMPRINDO AS PROMESSAS ELEITORAIS E CONTINUA SISTEMATICAMENTE PREPARANDO A IMPLANTAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
  • (B) EXIJA QUE A PRESIDENTE DA REPÚBLICA, EM VISTA DO QUE FOI EXPOSTO NESTA MENSAGEM, VETE COMPLETAMENTE TODO O PLC 3/2013.
Telefone, envie faxes e mensagens ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência, mostrando, com educação mas com clareza, que o povo brasileiro compreende exatamente o que nosso governo está fazendo: o governo está violando sistematicamente o direito à vida e quebrando as promessas que havia feito ao eleger-se em outubro de 2010. O povo brasileiro entende que o aborto é o homicídio de um inocente, e não está de acordo com a implantação desta prática no país.
Não tenha receio de pedir, com firmeza e educação, a veto de todo o PLC 03/2013.
Se não podemos pedir o veto de um projeto tão vergonhosamente tramitado, simplesmente o Brasil não é mais uma democracia.
NÃO SE LIMITE A APENAS ESCREVER UM E-MAIL, QUE PODE SER FACILMENTE APAGADO. ENVIE UM FAX E FAÇA UM TELEFONEMA. EXPLIQUE COM AS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS O QUE ENTENDE SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.

6. E-mails e telefones da Presidência da República.

Emails da Presidência
  • casacivil@presidencia.gov.br
  • carlos.carboni@presidencia.gov.br
  • gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
  • gabinetesg@presidencia.gov.br
  • gabinetepessoal@presidencia.gov.br
  • tassiana.carvalho@presidencia.gov.br
  • vanessa.faria@presidencia.gov.br
  • beto.vasconcelos@presidencia.gov.br
Emails do Ministério da Saúde
  • eliane.cruz@saude.gov.br
  • gabinete.se@gov.br
  • ministro@saude.gov.br
Gabinete Pessoal da Presidenta da República
  • Fax: (61) 3411.2222
  • Tel: (61) 3411.1200 / (61) 3411.1201
  • E-mail: gabinetepessoal@presidencia.gov.br
Secretaria-Geral da Presidência da República
Ministro-Chefe - Gilberto Carvalho
  • Fax: (61) 3321.1994
  • Tel: (61) 3411.122 / (61) 3411.1226 / (61) 3411.1227
  • E-mail: gabinetesg@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Vanessa Dolce de Faria
  • Tel: (61) 3411.1225
  • E-mail: vanessa.faria@presidencia.gov.br
Casa Civil da Presidência
Ministra-Chefe da Casa Civil - Gleisi Helena Hoffmann
  • Tel: (61) 3411.1096 / (61) 3411.1166
  • E-mail: casacivil@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Leones Dall'Agnol
  • Fax: (61) 3321.1461
  • Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
  • E-mail: leones.dallagnol@presidencia.gov.br
Assessora Especial do Gabinete - Dayane Hirt
  • Tel: (61) 3411.1573 / (61) 3411.1935
  • E-mail: dayane.hirt@presidencia.gov.br
Contato
  • E-mail: gabinetecasacivil@presidencia.gov.br
Secretaria-Executiva
Secretário-Executivo Interino - Gilson Alceu Bittencourt
  • Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
  • E-mail: se.casacivil@presidencia.gov.br
Chefe de Gabinete - Mirian Lima Lipovetsky
  • Tel: (61) 3411.1034 / (61) 3411.1855
  • E-mail: mirian.lipovetsky@presidencia.gov.br
Ministério da Saúde
Ministro de Estado Da Saúde: Alexandre Padilha
  • E-mail: ministro@saude.gov.br
Chefia de Gabinete: Eliane Cruz
  • E-mail: eliane.cruz@saude.gov.br
Contatos:
  • Fax: (61) 3315.2680
  • Telefone: (61) 3315.2788 / (61) 3315.2789 / (61) 3315.2399 / (61) 3315.2392
  • E-mail: chefia.gm@saude.gov.br
Secretaria Executiva
Secretária Executiva: Marcia Aparecida do Amaral
Secretário Adjunto: Adail de Almeida Rollo
Chefe de Gabinete: Iracy de Almeida Gallo
Contatos:
  • Fax: (61) 3315.2816
  • Tel: (61) 3315.9262 / (61) 3315.9263 / (61) 3315.9264
  • E-mail: gabinete.se@saude.gov.br
  • http://padrepauloricardo.org/blog/a-todos-os-que-compreendem-o-valor-da-vida-humana


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Lançai sobre Ele as vossas preocupações!

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"Marta, Marta, tu te preocupas e andas agitada!" (Lc 10, 41). Eis o sintoma fundamental de quem padece de ativismo: a preocupação. É o que o servo de Deus Papa Pio XII chamou de "heresia da ação" (Menti nostræ, 58).
Em grego, a raiz da palavra preocupação (μέριμνα) indica uma divisão interior (μερίζω – dividir). Esta divisão é fruto da soberba, do orgulho de quem está convencido de que salvará o mundo através de sua própria ação. É isto que dispersa e agita o coração. Dispersit superbos! (Lc 1, 51).
Por isto o ativismo é uma solidão!
Deus está espiritual e psicologicamente ausente de nossas ações. Quando em nossas obras de apostolado confiamos muito mais em nossa atividade do que na ação da graça de Deus, estamos doentes. Na solidão do ativismo, falta-nos o encontro com Deus na vida interior. O herege da ação age sozinho, pois tudo depende de si.
O Papa Francisco tem chamado a atenção para este pelagianismo espiritual e prático de quem conta muito consigo mesmo e não com os auxílios da graça. Este naturalismo pelagiano facilmente resvala para o humanismo pagão, para a secularização, para o laicismo profano e obtuso. Ou seja, a parada final deste itinerário é a apostasia de quem acreditou demais em si mesmo e já não crê em mais nada.
Nós padres e agentes de pastoral deveríamos fazer um sério exame de consciência e ouvir a palavra do Cristo: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5).
O remédio que nos leva à cura, no entanto, não é a heresia oposta do quietismo, mas sim uma atividade espiritual. Ou seja, não nos enganemos achando que para chegarmos à contemplação bastaria cessar a atividade. O caminho é marcado por três etapas: a) atividade exterior; b) atividade interior; c) contemplação.
Iniciamos acolhendo a graça de Deus que nos permite deixar de lado o pecado grave e fazendo o bem (ação exterior). Depois deve-se passar para uma luta aguerrida contra as doenças espirituais, as paixões desordenadas que impedem que nossa alma contemple a verdade de Deus (ação interior). Podemos assim chegar à contemplação, seja a mais simples caracterizada pela meditação da Palavra de Deus e pelo encontro com a humanidade e divindade de Cristo, seja a contemplação infusa que Deus concede aos seus santos.
É o caminho de colocarmos em prática o que nos exorta São Pedro: "Lançai sobre ele todas as vossas preocupações, porque ele cuida de vós" (1Pe 5, 7). É um ato repentino (ἐπιρρίπτω), quase violento, de lançarmos nos braços de Cristo nossas angústias e preocupações. Marta deve aprender a sentar-se aos pés do sacrário!
De resto, a nossa atividade pastoral consistirá sempre no transmitir aos nossos irmão aquele Cristo que nós encontramos pessoalmente em nossa vida interior. Contemplari et contemplata aliis tradere – Contemplar e transmitir aos outros aquilo que contemplamos (cf. Santo Tomás, Summa Theologiæ, II-II, q. 188, a. 7).
Este é o caminho da pastoral eficaz: "Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto" (Jo 15, 5).
Devem ser chamados a melhores sentimentos quantos presumam que se possa salvar o mundo por meio daquela que foi justamente designada como a "heresia da ação": daquela ação que não tem os seus fundamentos nos auxílios da graça, e não se serve constantemente dos meios necessários a obtenção da santidade, que Cristo nos proporciona. Do mesmo modo, porém, estimulamos às obras do ministério aqueles que, trancados em si mesmos e duvidosos da eficácia do auxílio divino, não se esforçam, segundo as próprias possibilidades, por fazer penetrar o espírito cristão na vida cotidiana, em todas as formas que os nossos tempos reclamam. (Pio XII, Exortação apostólica sobre a santidade da vida sacerdotal Menti nostræ, 58, 27 de setembro de 1950).
http://padrepauloricardo.org/episodios/lancai-sobre-ele-as-vossas-preocupacoes


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Inspirados por Francisco, jovens pedem paz e justiça

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Por Alexandre Vaz
Repórter Dom Total
Independente de credo, classe social ou convicções políticas, os jovens brasileiros têm em comum a ânsia por uma sociedade mais justa e solidária, em que todos tenham a chance de prosperar e viver em paz. A chegada do papa Francisco ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, levou a equipe do Dom Total às ruas para buscar as principais questões que afligem a juventude e o significado da chegada do primeiro pontífice latino-americano ao país para ela.

Apesar de saberem que muitas das mudanças solicitadas são difíceis e demandam o trabalho conjunto de todos – governo, cidadãos e empresários - , os jovens concordam que a mensagem de esperança trazida pelo papa reacende a crença de que um mundo melhor é possível.  Em comum, eles apresentam o grande desejo por um mundo de mais paz e amor. 

Daiane Gualberto, 22 anos

“É preciso melhor tudo. Precisamos de mais paz e menos corrupção. Sinto que falta muito amor entre as pessoas e, sem isso, não dá para acreditar que o mundo vá melhorar. Espero que o papa ajude as pessoas a pensar melhor.”

Aline Espírito Santo, 27 anos

“Há muita violência por aí e o que é pior, violência gratuita. Precisamos de muita, muita paz para que todos possamos ser felizes. Acho que o papa veio justamente para lembrar a gente disso.”

Ana Regina Costa Rezende, 18 anos

“Precisamos de solidariedade e paz. Há muita falta de amor entre as pessoas. Todos os dias, vemos muito horror nas ruas e nos jornais. Eu acho que o papa vai ajudar muito a lembrar as pessoas do que realmente é importante.”

Eric Magno, 25 anos

“Desejo menos violência no mundo, que haja mais educação e que não haja mais pessoas morrendo de  fome. É muito triste. Pelo menos, o papa tá chamando a atenção para isso”.

Leonardo Fernandes, 16 anos

“Faltam consciência, respeito e honestidade às pessoas. E a corrupção está fora de controle no país. Não acho que a chegada do papa Francisco vai resolver as coisas, mas eu prefiro ser otimista”.
Leia mais:

Os jovens de Francisco. Quem são eles?

Papa lançará no Brasil evangelho social para o mundo
Redação Dom Total



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